(via dostoyevsky)
”- Preciso te perguntar uma coisa.
- Estou ouvindo.
- Pra que serve o amor?
- O quê?
- Amar pra quê? Eles são levados embora de qualquer maneira.
- Quem foi levado embora?
- Alguém que eu conheço.
- Convocado para o exército?
- Bem…
- Então ele vai voltar. A separação é um teste.
- Mas agora, você se importaria?
- Deixe, eu vou ler uma oração pra ele.
- Não é isso que eu quero dizer.
- O que você quer dizer?
- Você pode ler os ritos fúnebres pra mim?
- O quê?
- Um serviço fúnebre pra mim. Você pode fazer isso?
- Você quer dizer um batismo?
- Um enterro.
- Isso é para a morte e não para a vida.
- E eu estou o quê?
- Vivendo. Não está?
- Você pode me dizer qual é a diferença?
- Eu posso dizer que você está bebendo.
- Isso é coisa minha.
- Verdade. Mas eu não tenho intenção de discutir com uma bêbada. Volte amanhã para o serviço, então vamos conversar.
- Eu não preciso de nenhuma discussão. Basta ler o serviço fúnebre.
- E como você espera que eu faça isso?
- Eu posso comprar um caixão.
- Isso é loucura. Vá para casa.”
VIVENDO, 2012 – Dirigido por Vasili Sigarev

“Agora talvez não seja melhor, mas de todo modo fiz o esforço. Um dia talvez também me farte de fazer esforços. Deve haver uma espécie de paz repugnante em renunciar a tudo.” (Albert Camus)
“… I can see no way, I can see no way
And all of the ghouls come out to play…”

“Meu coração se desdobra ardente, fervente e espumando em impudicícia, e se difunde, transborda e se funde em dissipação…” (Camus)
“Concede-me a castidade e a continência, mas não imediatamente.”
(via casabet64)






